1- A cobra e o vaga-lume

Na floresta, todos os animais temiam a cobra. Quando ela passava, os bichos se esquivavam para não aborrecê-la.

Um certo dia apareceu por aquelas bandas, um vaga-lume que, alegremente, fazia a festa na floresta, com seu brilho. Os animais faziam questão de prestigiar as aparições noturnas do vaga-lume, pois, enquanto olhavam para ele, esqueciam as preocupações de sobrevivência do dia seguinte. Só a cobra não estava gostando daquilo.

Cada dia que passava, ela ficava mais irritada com o sucesso que o vaga-lume fazia entre os bichos e, por isso, resolveu que iria come-lo. Arquitetou vários planos para pegar o vaga-lume e nada dava certo.

O vaga-lume, por sua vez, não entendia porque a cobra vivia querendo devora-lo, pois, pequeno do jeito que era, nem ao menos servia como aperitivo.

Mas, num fatídico dia, o vaga-lume fica frente a frente com a cobra, sem condições de escapar. Desesperado, antes de morrer, resolve indaga-la: "- Dona cobra, eu não lhe fiz mal algum.

Não sirvo para alimento, pois sou bastante pequeno. Por que a senhora quer me comer? A cobra olha fixamente para o vaga-lume e diz: "- É que eu odeio ver você brilhar!

 

2- A escolha do Rei Arthur

O jovem Rei Arthur foi surpreendido pelo monarca do reino vizinho enquanto caçava furtivamente num bosque. O Rei poderia tê-lo matado no ato, pois era o castigo para quem violasse as leis da propriedade, contudo se comoveu ante a juventude e a simpatia de Arthur e lhe ofereceu a liberdade, desde que no prazo de um ano trouxesse a resposta a uma pergunta difícil.

A pergunta era: O que querem as mulheres? Semelhante pergunta deixaria perplexo até o mais sábio, e ao jovem Arthur lhe pareceu impossível de respondê-la. Contudo aquilo era melhor do que a morte, de modo que regressou a seu reino e começou a interrogar as pessoas: a princesa, a rainha, as prostitutas, os monges, os sábios, o bobo da corte, em suma, a todos e ninguém soube dar uma resposta convincente. Porém todos o aconselharam a consultar a velha bruxa, porque somente ela saberia a resposta. O preço seria alto, já que a velha bruxa era famosa em todo o reino pelo exorbitante preço cobrado pelos seus serviços.

Chegou o último dia do ano acordado e Arthur não teve mais remédio senão recorrer a feiticeira. Ela aceitou dar-lhe uma resposta satisfatória, com uma condição: primeiro aceitaria o preço. Ela queria casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da mesa redonda e o mais intimo amigo do Rei Arthur! O jovem Arthur a olhou horrorizado: era feíssima, tinha um só dente, desprendia um fedor que causava náuseas até a um cachorro, fazia ruídos obscenos... nunca havia topado com uma criatura tão repugnante. Acovardou-se diante da perspectiva de pedir a um amigo de toda a sua vida para assumir essa carga terrível.

Não obstante, ao inteirar-se do pacto proposto, Gawain afirmou que não era um sacrifício excessivo em troca da vida de seu melhor amigo e a preservação da Mesa Redonda. Anunciadas as bodas, a velha bruxa, com sua sabedoria infernal, disse: O que realmente as mulheres querem é Serem Soberanas de suas próprias vidas!! Todos souberam no mesmo instante que a feiticeira havia dito uma grande verdade e que o jovem Rei Arthur estaria salvo. Assim foi, ao ouvir a resposta, o monarca vizinho lhe devolveu a liberdade. Porém que bodas tristes foram aquelas... toda a corte assistiu e ninguém sentiu mais desgarrado entre o alívio e a angústia, que o próprio Arthur. Gawain, se mostrou cortês, gentil e respeitoso. A velha bruxa usou de seus piores hábitos, comeu sem usar talheres, emitiu ruídos e um mau cheiro espantoso. Chegou a noite de núpcias.

Quando Gawain, já preparado para ir para a cama, aguardava sua esposa, ela apareceu como a mais linda e charmosa mulher que um homem poderia imaginar! Gawain ficou estupefato e lhe perguntou o que havia acontecido. A jovem lhe respondeu com um sorriso doce, que como havia sido cortês com ela, a metade do tempo se apresentaria horrível e outra metade com o aspecto de uma linda donzela. Então ela lhe perguntou qual ele preferiria para o dia e qual para a noite. Que pergunta cruel...Gawain se apressou em fazer cálculos... Poderia ter uma jovem adorável durante o dia para exibir a seus amigos e a noite na privacidade de seu quarto uma bruxa espantosa ou quem sabe ter de dia uma bruxa e uma jovem linda nos momentos íntimos de sua vida conjugal.

Vocês, o que teriam preferido? ... O que teriam escolhido? A escolha que fez Gawain está, mais abaixo, porém, antes tome a sua decisão. ATENÇÃO É MUITO IMPORTANTE QUE VOCÊ SEJA SINCERO.

O nobre Gawain respondeu que a deixaria escolher por si mesma. Ao ouvir a resposta, ela anunciou que seria uma linda jovem de dia e de noite, porque ele a havia respeitado e permitido ser soberana de sua própria vida.

A estória mesmo sendo direcionada a mulher, é uma verdade universal, válida a todos os seres vivos. Um desejo comum a todos é o de ser soberano de sua própria vida, ou seja a liberdade. Nunca existirá felicidade completa para o ser vivo que seja restrito de sua liberdade.

Infelizmente, assim como a saúde, muitos somente dão o devido valor após perdê-la.

 

3- A fábula dos porcos assados

"Certa vez ocorreu um incêndio em um bosque onde se encontravam alguns porcos que foram assados pelo fogo. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosos. Logo, toda vez que queriam comer porcos assados, incendiavam um bosque. Até que descobriram um novo método.

Mas o que eu quero contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o sistema para implantar um novo. Fazia tempo que algumas coisas não iam bem: às vazes os animais ficavam queimados ou parcialmente crus; outras de tal maneira queimados que era impossível comê-los. Como era um procedimento montado em grande escala, preocupava muito a todos, porque se o sistema falhava, as perdas ocasionadas eram igualmente grandes. Realizaram congressos, seminários, jornadas, conferências para encontrar a solução, mas no ano seguinte o mecanismo continuava falho. As causas do fracasso do sistema, segundo os especialistas, eram atribuídas ou à indisciplina dos porcos que não ficavam onde deviam, ou à inconstante natureza do fogo dificil de controlar, ou às árvores excessivamente verdes, ou à umidade da terra, ou ao serviço de informações metereológicas que não acertava o lugar, o momento e a quantidade de chuvas.

O problema não era solucionado e a discussão crescia. Já havia milhões de pessoas trabalhando na preparação dos bosques que logo teriam de ser incendiados. Havia especialistas na Europa e nos EUA estudando a importação de melhores sementes que dariam as melhores madeiras e pesquisadores de idéias operacionais (por exemplo, como fazer buracos para que neles caíssem os porcos).

Um dia, um incendiador de bosques chamado João Senso Comum falou que o problema era muito fácil de resolver: matava-se, cortava-se e limpava-se adequadamente o porco escolhido. Ele era, então, colocado em uma grade metálica sobre brasas, até que o efeito do calor e não das chamas o assasse ao ponto.

O diretor-geral de Assamento mandou chamá-lo e disse-lhe:

_ O que o senhor fala é bonito, mas apenas na teoria. O que faremos com o s acendedores das diversas especialidades? E os doutores em sementes e em madeiras? E os indivíduos que foram ao exterior para se especializar durante anos à custa do país? Vou colocá-los para limpar porquinhos? O que faço com os bosques já preparados para as queimadas, cujas as árvores não produzem fruto, cuja falta de folhas faz com que não prestem para dar sombra? O que faço com a comissão redatora de programas assados, com os departamentos de classificação de seleção de porcos? São para estes problemas que o senhor tem que trazer a solução! Ao senhor, falta-lhe sensatez, Seu Senso Comum.

João Senso Comum saiu sem se despedir, assustado e atordoado, e ninguém nunca mais o viu. É por isso que nas tarefas de reforma e melhoria de algum sistema, geralmente falta o Senso Comum.

(Forcade Cirigliano)

 

4- A máscara risonha

...Era uma vez na China Antiga um comerciante chamado Wong, homem bom e sensível que se sentia hostilizado pelos habitantes da pequena aldeia em que morava.

Um dia o senhor WONG foi visitar o Conselheiro oficial que, segundo as tradições da China, era o homem idoso, mais experiente de todos os grupos.

Então ele desabafou: “cumpro minhas obrigações para com os Deuses, venero nossos ancestrais, sou bom cidadão e chefe de família, pratico a caridade. Por que as pessoas não gostam de mim?”.

E a resposta do mestre foi simples: “embora o senhor WONG fosse bom e caridoso o seu rosto sério levava todos a uma conclusão diferente”.

Embora ele fosse rico, era pobre de alegria e cordialidade, por outro lado nunca sorria, embora cooperasse com as pessoas.

O mestre deu então, ao comerciante uma máscara que se ajustasse perfeitamente ao seu rosto (era uma máscara sorridente). Recomendou-lhe, entretanto, que se algum dia retirasse do rosto não conseguiria recoloca-la.

Assim no primeiro dia em que WONG saiu à rua todos começaram a cumprimenta-lo, e daí a algum tempo já estava cheio de amigos. E passou a ser um homem feliz!

Mas, um dia chegando a conclusão de que as pessoas não gostavam dele e sim da máscara, pensou: “é melhor ser sozinho e triste do que continuar amado por causa de uma máscara..., é preferível ser detestado do que ser estimado por uma aparência falsa”. Foi até o espelho e retirou a máscara sorridente. Mas que Surpresa!

O SEU ROSTO SE TORNÁRA TAMBÉM SORRIDENTE, ASSUMIRA AS FEIÇÕES E SORRISO DA MÁSCARA!

(A Alegria e o Entusiasmo são questões de disciplina)

 

5- A menina e os monges

Dois monges em peregrinação iam passando por um rio. Lá avistaram uma menina que necessitava atravessar aquele rio, porém a correnteza estava muito forte e ela ficou com medo. Um dos monges, vendo-a, pegou-a nos braços, atravessou-a e depositou-a em solo seco do outro lado.

E continuaram seu caminho. Porém, o outro monge, ao longo das duas horas seguintes, ficou a reclamar:

1. Com certeza não é certo tocar uma mulher; é contra os mandamentos ter contato íntimo com mulheres...Como você pode ir contra as leis da nossa ordem!? Você pecou fortemente!...

O monge que carregara a menina, seguia junto com o companheiro, em silêncio, mas, finalmente, observou:

- Eu a deixei no rio há duas horas, por que você ainda a está carregando?

 

6- A ratoeira - o que significa trabalho em equipe?

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao curral da fazenda advertindo a todos: - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa! A galinha disse: - Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda. O rato foi até o porco e lhe disse: - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira! O porco disse: - Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces. O rato dirigiu-se então à vaca. A vaca lhe disse: - O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? - Acho que não! Então o rato voltou para seu canto, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.

No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Para amenizar a sua febre, nada melhor que uma canja de galinha. Então o fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Então para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. Então o fazendeiro sacrificou a vaca, para poder alimentar todo aquele povo. Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que: quando existir uma ratoeira todos corremos risco. "O problema de um é problema de todos - Quando convivemos em equipe." A recompensa mais alta pelo nosso trabalho, não é o que ganhamos por ele, mas o que nos tornamos com ele.

 

7- A vaquinha

Um mestre de sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita ... Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos. Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal de três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas... então se aproximou do senhor aparentemente o pai daquela família e perguntou: Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho, então como o senhor e a sua família sobrevivem aqui? E o senhor calmamente respondeu: “Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo, coalhada, etc... para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo.” O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora.

No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou: “Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo”. O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los. Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com arvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, “apertou” o passo e chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu: 1. Continuam morando aqui. Espantado ele entrou correndo na casa, e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha): Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida??? E o senhor entusiasmado respondeu:

1. Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora...

Ponto de reflexão: Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina. Descubra qual, a sua... Aproveite para empurrar sua “vaquinha” morro abaixo. Quem sabe você não descobrirá dons que jamais imaginou tê-los ou teve coragem de buscá-los. Força para todos.

 

8- Água fervendo adversidade

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela e pensava em desistir, pois estava cansada de tanto lutar. Seu pai, um “chef”, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e as pôs para ferver. Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse sem dizer uma palavra. A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma tigela. Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma xícara. Virando-se para ela, perguntou: “Querida, o que você está vendo?” “Cenouras, ovos e café,” ela respondeu. Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.

Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura e finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu e perguntou humildemente: “O que isto significa, pai?” Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. Os ovos eram frágeis, mas sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo. O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água. “Qual deles é você?” Ele perguntou a sua filha. “Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde?”. Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?” E você? Como você lida com as adversidades na sua vida?

 

9- Após um naufrágio

"Após um naufrágio, o único sobrevivente Agradeceu a Deus por estar vivo e ter conseguido Se agarrar a parte dos destroços para poder ficar boiando. Este único sobrevivente foi parar em uma pequena ilha desabitada, Fora de qualquer rota de navegação, e ele agradeceu novamente. Com muita dificuldade e restos dos destroços, ele conseguiu montar um pequeno abrigo para que pudesse se proteger do sol, da chuva, de animais e, também para guardar seus poucos pertences, e como sempre agradeceu.

Nos dias seguintes, a cada alimento que conseguia caçar ou colher, ele agradecia. No entanto um dia quando voltava da busca por alimentos, ele encontrou o seu abrigo em chamas, envolto em altas nuvens de fumaça. Terrivelmente desesperado ele se revoltou, gritava chorando: “O pior aconteceu! Perdi tudo!” Deus, por que fizeste isso comigo?" Chorou tanto, que adormeceu profundamente cansado. No dia seguinte bem cedo, foi despertado pelo som de um navio que se aproximava.

-"Viemos resgatá-lo", disseram. -"Como souberam que eu estava aqui?", perguntou ele.

- "Nós vimos o seu sinal de fumaça"! É comum sentirmo-nos desencorajados E até mesmo desesperados, quando as coisas vão mal. Mas, Deus age em nosso benefício, mesmo nos momentos de dor e sofrimento. Lembrem-se: Se algum dia o seu único abrigo estiver em chamas, esse pode ser o sinal de fumaça que fará chegar até você A Graça Divina. Para cada pensamento negativo nosso, Deus tem uma resposta positiva.”

 

10- As duas moscas

Parte 1: Contam que certa vez duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente, assim logo ao cair nadou até a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa e ela tinha suas asas molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de nadar e se debater e afundou. Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era tenaz. Continuou a se debater e a se debater por tanto tempo que, aos poucos, o leite ao seu redor, com toda aquela agitação foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca conseguiu com muito esforço, subir e dali levantar vôo para algum lugar seguro.

Parte 2: Tempos depois a mosca, por descuido ou acidente, novamente caiu no copo. Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou a se debater, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria. Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou: “Tem um canudo ali, nade até lá e suba pelo canudo”. A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso, continuou a se debater, até que, exausta, afundou no copo cheio ... de água.


11- As três peneiras

Um rapaz procurou Sócrates para lhe contar um caso.

O filósofo ergueu os olhos do livro e perguntou:

1- O que você quer me contar já passou pelas três peneiras?

2- Três peneiras? Como assim?

3- Sim, três peneiras. A primeira é a Verdade.

O que você quer contar dos outros é um fato?

Caso tenha apenas ouvido contar, a coisa deve morrer por aí mesmo.

Suponhamos, entretanto, que seja verdade. Neste caso deve passar pela peneira, que se chama Bondade.

O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou a destruir a fama do próximo?

Se o que você quer contar é verdade, é coisa boa, deve passar ainda pela terceira peneira que se chama Conveniência ou Necessidade.

Convém contar?

Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade?

O filósofo dada a explicação, arrematou:

Se passar pelas três peneiras, conte.

Tanto você como seu irmão e a comunidade vão lucrar.

Caso contrário, esqueça e enterre tudo.

Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e levar a discórdia entre irmãos.

O rapaz resolveu não contar. Seu caso iria enroscar em alguma peneira do filósofo.

1- Se passar pelas três peneiras, conte.

Tanto você como seu irmão e a comunidade vão lucrar.

Caso contrário, esqueça e enterre tudo.

Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e levar a discórdia entre irmãos.

O rapaz resolveu não contar. Seu caso iria enroscar em alguma peneira do filósofo.


12- Como nasce um paradigma

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.

Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão.

Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas.

Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram.

Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.

Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato.

Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...".

Você não deve perder a oportunidade de passar esta história para seus amigos, para que, vez por outra, questionem-se porque estão batendo...

"TRISTES TEMPOS OS NOSSOS... É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO QUE UM PRECONCEITO...". (Albert Einstein)


13- Filosofia do Camelo

Uma mãe e um bebê camelo estavam por ali, à toa, quando, de repente, o bebê camelo perguntou:

- Por que os camelos têm corcovas?

- Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água.

- Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?

- Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto. Sabe, com essas pernas longas eu mantenho meu corpo mais longe do chão do deserto que é mais quente que a temperatura do ar e assim fico mais longe do calor.

Quanto às patas arredondadas, eu posso me movimentar melhor devido à consistência da areia! - disse a mãe.

- Certo! Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.

- Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! - respondeu a mãe com orgulho.

- Tá. Então, a corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos do deserto. Então o que é que estamos fazendo aqui no Zoológico???

Moral da história: "Habilidade, conhecimento, capacidade e experiências só são úteis se você estiver no lugar certo!"

VOCÊ ESTÁ NO LUGAR CERTO?


14- João é um importante empresário

João é um importante empresário.

Mora em um apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade.

Enquanto isso, em bairro mais pobre de outra capital, vive Mário.

Num belo dia ,João deu um longo beijo em sua amada e fez em silêncio a sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho e suas realizações.

Após tomar café com a esposa e os filhos, João levou-os ao colégio e se dirigiu a uma de suas empresas.

Chegando lá, cumprimentou com um sorriso os funcionários, inclusive Dona Tereza, a faxineira.

Tinha ele inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos da empresa, contatos com fornecedores e clientes, mas a primeira coisa que disse para sua secretária foi: "Calma, fazer uma coisa de cada vez, sem stress".

Ao chegar a hora do almoço, ele foi para casa curtir a família. A tarde tomou conhecimento que o faturamento do mês superou os objetivos e mandou anunciar que todos os funcionários teriam gratificações salariais no mês seguinte.

Apesar da sua calma, ou talvez, por causa dela, conseguiu resolver tudo que estava agendado para aquele dia. Como já era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar e depois foi dar uma palestra para estudantes, sobre motivação para vencer na vida.

Enquanto isso, em bairro mais pobre de outra capital, vive Mário. Como fazia em todas as sextas-feiras, Mário foi para o bar jogar sinuca e beber com amigos. Já chegou lá nervoso, pois estava desempregado.

Um amigo seu tinha lhe oferecido uma vaga em sua oficina como auxiliar de mecânico, mas ele recusou, alegando não gostar do tipo de trabalho.

Mário não tem filhos e está também sem uma companheira, pois sua terceira mulher, partiu dias antes, dizendo que estava cansada de ser espancada e de viver com um inútil.

Ele estava morando de favor, num quarto imundo no porão de uma casa.

Naquele dia, Mário bebeu mais algumas, jogou, bebeu, jogou e bebeu até o dono do bar pedir para ele ir embora. Ele pediu para pendurar a sua conta, mas seu crédito havia acabado, então armou uma tremenda confusão... e o dono do bar o colocou para fora.

Sentado na calçada, Mário chorava pensando no que havia se tornado sua vida, quando seu único amigo, o mecânico, apareceu após levá-lo para casa e curando um pouco o porre, ele perguntou a Mário:

- "Diga-me por favor, o que fez com que você chegasse até o fundo do poço desta maneira?"

Mário então desabafou:

- A minha família... Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável.

Quando minha mãe morreu doente, por falta de condições, eu saí de casa, revoltado com a vida e com o mundo.

Tinha um irmão gêmeo, chamado João, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.

Enquanto isso, na outra capital, João terminava sua palestra para estudantes. Já estava se despedindo quando um aluno ergueu o braço e lhe fez a seguinte pergunta:

- "Diga-me por favor, o que fez com que o senhor chegasse até onde está hoje, um grande empresário e um grande ser humano?"
João emocionado, respondeu:

- "A minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável.

Quando minha mãe morreu, por falta de condições, eu saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família.

Tinha um irmão gêmeo, chamado Mário, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.

Moral da história:

O que aconteceu com você até agora não é o que vai definir o seu futuro, e sim a maneira como você vai reagir a tudo que aconteceu. Sua vida pode ser diferente, não se lamente pelo passado, construa você mesmo o seu futuro.


 15- O assaltante

Era uma vez, um assaltante que durante um assalto levou um tiro e morreu. Quando acordou, a seu lado estava um senhor muito bem vestido que o informava de sua morte. O assaltante entra em pânico, mas foi obrigado a acompanhar o homem. Eles chegaram, então, a um castelo muito bonito. O assaltante nunca tinha visto nada assim. No castelo havia comida e bebida à vontade e mesas de jogos. Tudo se recompunha.

Ele se servia de um vinho maravilhoso, e a garrafa ficava cheia novamente. Adorava jogar sinuca. Nunca mais errou uma bola. Ele achava estranho, mas, como era malandro, ficava quieto. Passou lá uma temporada, curtiu muito, mas depois de um tempo começou a se sentir sozinho e chateado. Então, o senhor elegante apareceu de novo e perguntou:

- Você seta sentindo falta de companhia?

O assaltante confirmou. Na mesma hora apareceram cinco mulheres bonitas. Ele perguntou:

- Posso escolher?

- Pode ficar com as cinco.

As mulheres eram absolutamente fantásticas. Satisfaziam todos os seus desejos. Nenhuma frustração. Mas o tempo passava e ele se sentiu entediado outra vez. E pediu ao seu protetor:

- Gostaria de voltar a Terra pelo menos por um dia.

-Para fazer o quê?
- A única coisa que sei e gosto de fazer: assaltar um banco.

O homem concordou, e ele voltou à Terra. Dirigiu-se ao banco. Puxou o revólver, e o segurança puxou o chapéu e o cumprimentou. Dirigiu-se ao caixa, que o aguardava com uma maleta recheada de dinheiro. Ele nem pegou. Saiu do banco e encontrou seu protetor.

- Sabe, eu tive uma vida desgraçada, fui um bandido, quero ir para o inferno.

E o homem elegante responde:

-E onde você pensa que está? Você está no inferno. Inferno é um lugar onde não existem riscos.

Se você montou uma vida sem riscos, você montou um inferno, porque só há desinteresse, tédio, depressão. É uma vida na qual não há desafios para vencer. Por outro lado, se você montar uma vida de riscos, que o paralisa, você entra em stress. O que a gente tem de fazer é conseguir que o desafio seja correspondente à nossa capacidade.


16- O capitão

 Estava o capitão do navio pirata na sua cabine, quando um marinheiro esbaforido avisou:

- "Capitão! Capitão! Dois navios inimigos no horizonte!"

E o capitão: - "Traga-me minha camisa vermelha!"

Depois de vestir a camisa vermelha, o pirata comandou a abordagem aos navios inimigos e depois de matar todos os tripulantes, tomaram de assalto os barcos saqueando tudo que puderam.

Dias depois, o mesmo marinheiro desce as escadas gritando: - "Capitão! Capitão! Três navios inimigos no horizonte". E, novamente, o pirata pediu sua camisa vermelha e a mesma cena se repetiu: a batalha, os mortos e o saque.


Mais tarde, o marinheiro, todo cerimonioso aproximou-se do pirata e perguntou: - "Capitão, desculpe-me a ousadia, mas por que o senhor sempre pede a camisa vermelha?" E o capitão: - "Se eu for ferido na batalha, o sangue se confundirá com o vermelho da camisa, vocês não notarão que eu estou ferido e continuarão lutando com o mesmo vigor e empenho!"

O marinheiro afastou-se surpreso e orgulhoso do seu capitão e não deixou de exclamar: "isso é que chefe, aliás, chefe não, um verdadeiro líder-coach!"

Alguns dias depois, o mesmo marinheiro desce gritando "Capitão! Capitão! Seis navios inimigos no horizonte." E o capitão: - "Traga-me minha calça marrom! 


17- O carpinteiro e a casa

Um velho carpinteiro estava para se aposentar. Contou a seu patrão sobre seus planos de deixar o serviço de carpintaria e construção de casas, para viver uma vida calma com sua família. Obviamente ele se ressentia da falta do salário mensal, porém , necessitava e merecia a tão sonhada aposentadoria. O proprietário da empresa lamentou o desligamento de um de seus melhores funcionários, entretanto considerou justa sua reivindicação.

Como última tarefa a desempenhar, o patrão solicitou a ele que construísse ainda mais uma última casa e então, poderia afastar-se da labuta diária.

O carpinteiro consentiu mas, com o tempo, percebia-se nitidamente que seus pensamentos e seu coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e utilizou mão – de – obra e matéria – prima de qualidade inferior.

Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira!

Quando o carpinteiro terminou o trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro dizendo: esta casa é sua, é meu presente para você!

Que vergonha! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão relapso! Agora, iria morar numa casa feita de qualquer maneira...

Assim acontece conosco.

Construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais do que agindo, desejando colocar menos do que o melhor.

Nos assuntos importantes, não empenhamos nosso melhor esforço.Então, em choque, olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos...

Pense em você como um carpinteiro. Pense em sua casa. Cada dia você martela um prego novo. Coloca uma armação ou levanta uma parede. Construa sabiamente, pois da qualidade desta construção, depende diretamente o seu futuro!

A vida é um projeto de “faça você mesmo” !

A sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado.

Sua vida de amanhã é o resultado de suas atitudes e escolhas que fizer hoje.


18- O cego e o publicitário

Dizem que havia um cego sentado na calçada em Pa ris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: "Por favor, ajude-me, sou cego".

Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.

Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.

O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. O publicitário respondeu: "Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras". Sorriu e continuou seu caminho.

O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:

"Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".

Mudar a estratégia quando nada nos acontece... pode trazer novas perspectivas.

AUTOR DESCONHECIDO


19- O obstáculo no nosso caminho 

Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada.

Então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho.

Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra.

Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.

De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais.

Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali.

Após muita força e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada.

Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra.

A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.

O camponês aprendeu o que muitos de nós nunca entendeu:

"Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição".

"As estrelas brilham na escuridão"


20- O preguiçoso

Havia um homem muito preguiçoso, que vivia na penúria. Não tinha o que comer, mas não queria plantar. Ele pedia comida a todos na cidade e ninguém mais lhe dava nada. A situação estava cada vez mais difícil e ele morreu de fome. Na hora do enterro, chegou um kilo de arroz recém-colhido, enviado por uma alma especialmente caridosa. Parecia tarde demais. Ao saber disso, porém, o “morto”levantou-se do caixão e perguntou: - O arroz está com casca ou sem?

Ao perceber que o arroz ainda precisaria ser descascado, o morto decidiu: - Prossegue o enterro


 21- O verdadeiro valor

Em um pequeno vilarejo vivia um velho professor, que de tão sábio, era sempre consultado pelas pessoas da região.

Uma manhã, um rapaz que fora seu aluno, vai até a casa desse sábio homem para conversar, desabafar e aconselhar-se.

- Venho aqui, professor, porque sinto-me tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor, sem olhá-lo, disse:

- Sinto muito meu jovem, mas não posso ajudar-lhe. Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois.

E fazendo uma pausa falou:

- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e, depois, talvez, possa lhe ajudar.

- C... claro, professor, gaguejou o jovem, mas sentiu-se outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu an tigo professor.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao rapaz, e disse:

- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que você obtenha pelo anel o máximo valor possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu.

Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores.

Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.

Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.

Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusav a as ofertas.

Depois de oferecer a jóia para todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou.

O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, livrando assim seu professor das preocupações.

Dessa forma ele poderia receber a ajuda e conselhos que tanto precisava.

Entrou na casa e disse:

- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

- Importante o que disse, meu jovem... contestou sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro.

Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele lhe dará por ele. Mas não importa o quanto ele ofereça, não o venda... Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e deu- lhe o anel para examinar.

O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o mesmo, e disse:

- Diga ao seu professor, que se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

- CINQÜENTA E OITO MOEDAS DE OURO! - exclamou o jovem.

- Sim, replicou o joalheiro. Eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...

O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.

- Sente-se - disse o professor.

Depois de ouvir tudo o que o jovem contou-lhe, falou:

- Você é como este anel, uma jóia valiosa e única, e que só pode ser avaliada por um "expert". Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?

E, dizendo isto, voltou a colocar o anel no dedo.

- Todos somos como esta jóia: valiosos e únicos, e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Você de ve acreditar em si mesmo. Sempre!

"Ninguém pode fazê-lo sentir-se
inferior sem o seu consentimento."
Eakis Thomas


 22- Seja a diferença

Paulo trabalhava em uma empresa há dois anos. Sempre foi um funcionário sério, dedicado e cumpridor de suas obrigações. Nunca chegava atrasado.

Por isso mesmo já estava há dois anos na empresa, sem ter recebido uma única reclamação.

Certo dia, ele foi até o diretor para fazer uma reclamação:

- Sr. Gustavo, tenho trabalhado durante estes dois anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. Fiquei sabendo que o Fernando, que tem o mesmo cargo que eu e está na empresa há somente seis meses já será promovido ?!?...

Gustavo, fingindo não ouvi-lo disse:

- Foi bom você vir aqui. Tenho um problema para resolver e você poderá me ajudar. Estou querendo oferecer frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço de hoje. Aqui na esquina tem uma barraca de frutas. Por favor, vá até lá e verifique se eles tem abacaxi.

Paulo, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão. Em cinco minutos estava de volta.

E aí Paulo? - Perguntou Gustavo.

- Verifiquei como o senhor pediu e eles tem abacaxi sim...

- Quanto custa?

- Ah, Isso eu não perguntei...

- Eles têm abacaxi suficiente para atender a todo nosso pessoal? - Quis saber Gustavo.

- Também não perguntei isso...

- Há alguma fruta que possa substituir o abacaxi?

- Não sei...

- Muito bem Paulo. Sente-se ali naquela cadeira e aguarde um pouco. O diretor pegou o telefone e mandou chamar o novato Fernando. Deu a ele a mesma orientação que dera ao Paulo. Em dez minutos, Fernando voltou.

- E então ??? - Indagou Gustavo.

- Eles têm abacaxi sim seu Gustavo. E é o suficiente para todo nosso pessoal e, se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi custa R$1,50 cada; a banana e o mamão custam R$1,00 o quilo; o melão custa R$1,20 cada e a laranja custa R$20,00 o cento, já descascada. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles nos concederão um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo o pedido. - Explicou Fernando.

Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o.

Voltou-se para Paulo, que permanecia sentado e perguntou-lhe:

- Paulo, o que foi que você estava me dizendo?

- Nada, patrão. Esqueça. Com licença...

E Paulo deixou a sala...

"Se não nos esforçarmos em fazer o melhor, mesmo em tarefas que possam parecer simples, jamais nos serão confiadas tarefas de maior importância." 

"Todas as vezes que fazemos o uso correto e amplo da informação, criamos a oportunidade de imprimir a nossa marca pessoal."

"Você pode e deve se destacar, até nas coisas mais simples."

BOM TRABALHO


 23- Sempre existe um plano " B"  

Certo dia, quando voltava do trabalho depois de um dia daqueles, notei que havia pessoas dentro da minha casa, me roubando.

Imediatamente liguei para a polícia, mas me disseram que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar naquele momento, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.

Desliguei o telefone e um minuto depois liguei de novo:

- Olá, - disse eu - Eu liguei há pouco porque havia pessoas roubando a minha casa. Já não é preciso chegar tão depressa, porque eu matei todos eles.

Passados dois minutos, chegavam à minha porta meia dúzia de carros de polícia, helicóptero e uma unidade médica com ambulância.

Eles pegaram os ladrões em flagrante. Um dos policiais disse:

-Pensei que tivesse dito que tinha matado todos. Eu respondi:

- Pensei que tivessem dito que não havia ninguém disponível."

MORAL DA HISTÓRIA:

A criatividade associada à calma nos faz agir da melhor forma. 


24- Ilhas Salomão

"Nas Ilhas Salomão, no Pacífico Sul, os nativos descobriram um jeito inusitado de derrubar árvores. Se algum tronco é grosso demais para ser abatido a machado, os nativos o cortam à gritos. Lenhadores dotados de poderes misteriosos sobem na árvore de manhã bem cedinho e, de repente, põe-se aos berros. E durante 30 dias, continuam berrando. A árvore morre e cai por terra. A explicação, dizem eles, é que, com a gritaria, matam o espírito da árvore e , ainda segundo os nativos, o método nunca falha.

Pobres inocentes e ingênuos! Como são pitorescos os hábitos da Selva! Imaginem só, derrubar árvores no grito... Que coisa mais primitiva! Que pena que não tenham ainda conquistado as vantagens da tecnologia moderna e da ciência!

E eu? Sim, grito com a minha mulher, grito ao telefone e grito também com o meu aparelho de cortar grama. Berro com a televisão, com o jornal, com os meus filhos. Até fui visto, de punhos cerrados, berrando contra os céus.

Meu vizinho vive gritando com o seu carro.

E para que serve tanta gritaria?

Sim é possível que os nativos da ilha tenham feito uma grande descoberta: seres vivos em geral, gente, árvores, são extremamente sensíveis a gritos. Gritar nestes casos, pode acabar matando o espírito que há em cada ser vivo. Com paus e pedras podemos partir ossos, mas com palavras partimos os corações."

Lembre-se: comunicação é a base dos relacionamentos.

As palavras devem ser suaves, pois os argumentos é que devem ser fortes.

A Qualidade do seu ambiente de trabalho e da sua casa começa pelas suas atitudes consigo e com os demais.

Sucesso em sua vida.